Linha do Tempo
Ao longo dos anos, o Mapa Falante CEDAPS se desenvolveu, aprimorando suas técnicas e expandindo sua aplicação. Nos primeiros anos, os mapas eram elaborados manualmente, em papel pardo e com contribuições diretas da comunidade, para que fossem refletidas suas percepções sobre o território. Esse processo manual foi essencial para engajar as pessoas e construir um entendimento profundo das realidades locais. Com o avanço das tecnologias digitais e das metodologias participativas, o Mapa Falante CEDAPS passou por uma série de inovações.

Início dos anos 2000
Inspirado pelos conceitos de Educação Popular e Promoção da Saúde, ambos princípios baseados no diálogo e na construção compartilhada do conhecimento de Paulo Freire, surge o Mapa Falante CEDAPS como uma metodologia de Construção Compartilhada de Soluções Locais desenvolvida pelo CEDAPS, com foco em saúde e infraestrutura comunitária. O mapeamento participativo envolve relatos orais e a percepção dos moradores, o que permite uma compreensão mais ampla das realidades sociais e territoriais.
Meados dos anos 2000
Incorporando princípios da cartografia social, o Mapa Falante começou com a construção manual dos mapas e o uso de tecnologias para a coleta de dados e georreferenciamento. Com o tempo, a metodologia se expandiu para abarcar outras temáticas além da saúde, como segurança e educação, utilizando a participação ativa da comunidade para mapear as dinâmicas locais e desafios territoriais.

Incorporação de Tecnologias (Anos 2010):
Introdução de smartphones, aplicativos móveis e softwares de Geoprocessamento para coleta de dados georreferenciados e melhoria na eficiência e na quantidade de dados coletados.

Abordagem Multidisciplinar (Anos 2020 e atualmente):
Através da utilização do Google My Maps, os mapeamentos passaram a ganhar novas dimensões e conexões. O Mapa Falante CEDAPS, ao longo dessa jornada, se consolidou como uma ferramenta viva, capaz de captar e expressar as vulnerabilidades ambientais, urbanas e de saúde, dando voz às comunidades e promovendo o geoplanejamento integrado sobre seus desafios e potencialidades territoriais.
