O artigo cintífico “Learning from practice: environmental and community mapping as participatory action research in planning” é resultado da colaboração entre o Cedaps e pesquisadores de instituições de prestígio, como as Universidades de Cornell, Berkeley, Texas (EUA), Sapienza e Florença (Itália), além de planejadores urbanos do Quênia. O texto conta com a coautoria do coordenador da Frente da Juventude do Cedaps, Ives Rocha
Publicado na revista internacional Planning Theory & Practice em 2017, o estudo apresenta o mapeamento comunitário como uma forma de Pesquisa-Ação Participativa, refletindo sobre como o planejamento urbano ganha uma nova dimensão ética e prática quando é construído a partir das soluções locais.
O objetivo do texto é analisar ações que potencializam o protagonismo da juventude, não somente a nível consultivo, mas incluindo os jovens em processos de co-planejamento. Assim, os jovens passam a atuar como investigadores e propor ações e projetos que fortaleçam seus territórios.
O texto aprofunda a discussão sobre como o uso de ferramentas cartográficas permite que comunidades historicamente invisibilizadas produzam e sistematizem seu próprio conhecimento para enfrentar desafios socioambientais. Ao refletir sobre práticas e aplicações da tecnologia social do Mapa Falante por meio das ações desenvolvidas pelo Cedaps no Rio de Janeiro, o artigo demonstra que mapear não é apenas coletar dados geográficos, mas um processo de aprendizagem coletiva e mobilização política.
A análise proposta reafirma o compromisso do Mapa Falante do Cedaps em utilizar a ciência cidadã como ferramenta de emancipação, transformando espaços segregados em ambientes urbanos mais resilientes, seguros e inclusivos através do protagonismo de quem vive no território.
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