Participação do Núcleo de Geoplanejamento do Cedps no Abrascão 2025

Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps no 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva- Abrascão 2025

Entre os dias 28 de novembro à 03 de dezembro de 2025, o Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps esteve presente no 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva – ABRASCÃO 2025, realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília/DF. O evento reuniu pesquisadores de todos os Estados do país para debater temas.

Atividades do Núcleo de Geoplanejamento no evento

O Núcleo de Geplanejamento apresentou 3 pôsters na atividade Relato de Experiência “Sistematização e Geoprocessamento de Dados do Novo Modelo de Cofinanciamento da Atenção Primária à Saúde – Aps: Relato de Experiência com o My Maps e Looker Studio”, “Contribuições aos Municípios para Atender os Desafios do Novo Cofinanciamento da Atenção Primária à Saúde” e “Mapa Falante dos Riscos no Trânsito no Reconhecimento de Fatores de Exposição à Insegurança Viária”.

O pôster “Sistematização e Geoprocessamento de Dados do Novo Modelo de Cofinanciamento da Atenção Primária à Saúde – Aps: Relato de Experiência com o My Maps e Looker Studio” foi apresentado no Eixo temático 05, Atenção Primária à saúde, por Gabriella Ferreira Nascimento Vicente, vinculada ao IMS/UERJ e Cedaps, Luisa Firmino de Sousa, do Cedaps, Rayra Pereira Buriti Santos, vinculada à ENSP/Fiocruz e ao Cedaps, Stefany Vieira Alves de Oliveira, vinculada ao IESC/UFRJ e ao Cedaps, Letycia Souza Cavalcanti, do IESC/UFRJ e Cedaps, Beatriz Rebello Ruzza de Carvalho, vinculada ao PPGG UFRJ e ao Cedaps, Bruno Alves Rocha, do PPGGeo PUC-Rio e Cedaps, Manuella Thereza Cabral Pessanha, da ENSP/FIOCRUZ e Tayllany Zimmerer Silveira, da UFJF e Cedaps.

O trabalho usou como metodologia a análise exploratória e documental para mapear dos dados de cofinanciamento da APS (janeiro-março 2025). Os pesquisadores coletaram dados do SISAB e e-Gestor sobre equipes de Saúde da Família, Agentes Comunitários de Saúde, cobertura e componentes de vínculo e acompanhamento territorial. Para mapear as áreas de abrangência, as equipes utilizaram a metodologia do Mapa Falante Cedaps no Google My Maps. A organização dos dados foi realizada em painéis de controle visual e mapas temáticos para monitoramento dos indicadores e informações territoriais com o objetivo de facilitar o planejamento de ações e respostas aos desafios dos territórios.

O painel foi construído na plataforma Looker Studio e permitiu a integração de dados de diversas fontes em um único ambiente de análise para facilitar a compreensão dos dados e informações estratégicas de promoção da saúde, considerando as especificidades de cada território.

A conclusão que os autores apontaram é que as tecnologias de georreferenciamento e de ferramentas como o Google My Maps e o Looker Studio apoiam a produção de dados e indicadores de avaliação de políticas públicas, subsidiando ações mais eficazes de promoção da saúde, principalmente em territórios mais vulneráveis. Os resultados, segundo eles, apontam caminhos estratégicos e possibilidades de implantação de novas equipes, reterritorialização de áreas adscritas, ampliação de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e fortalecimento da cobertura e efetividade da Área de Promoção da Saúde (APS) no SUS. 

Também no Eixo 05, o pôster “Contribuições aos Municípios para Atender os Desafios do Novo Cofinanciamento da Atenção Primária à Saúde” foi produzido  em coautoria e apresentado por Sergio Lins de Carvalho, Gabriella Vicente, Rayra Pereira Buriti Santos, Beatriz Rebello, Stefany Vieira Alves, Fernanda de Godoy Almeida Moura, e Kátia Maria Braga Edmundo, diretora executiva do Cedaps. 

O levantamento contemplou dados sobre quantitativo, credenciamento, homologação, regularidade e status de pagamento das equipes de Saúde da Família (eSF), de Atenção Primária (eAP), de Saúde Bucal (eSB) e multiprofissionais (eMulti). Além disso, os pesquisadores analisaram o número de eSF atuando acima do limite máximo permitido de população adscrita, a cobertura de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) diretos e indiretos na composição das eSF, a defasagem em relação ao teto estimado pelo Ministério da Saúde para esses profissionais.

A análise dos dados foi realizada de forma descritiva, buscando identificar padrões, lacunas e desafios na gestão e financiamento das equipes de Atenção Primária à Saúde. Os autores concluíram a partir da sistematização dos dados que existem fragilidades na cobertura e organização das equipes de APS e destacaram a importância do monitoramento contínuo para subsidiar decisões e adequações territoriais. Acrescentam, ainda, que uso de painéis visuais fortalece a gestão, promovendo maior eficiência, transparência e alinhamento às diretrizes para cumprimento das condicionalidades dos componentes do novo cofinanciamento federal adotado na APS.

Sergio Lins de Carvalho, Julia de Sousa Ferreira, vinculada ao PPGGeo PUC-Rio e Cedaps, Gabriella Vicente, Matheus Edson Rodrigues, do PPGF/USP e Cedaps e Maria Corrêa e Castro, vinculada à UERJ e ao Cedaps, apresentaram no Eixo temático 23, Planejamento, Gestão e Avaliação na Saúde, o pôster “Mapa Falante dos Riscos no Trânsito no Reconhecimento de Fatores de Exposição à Insegurança Viária”.

O objetivo do trabalho foi demonstrar o potencial do uso da tecnologia social do Mapa Falante do Cedaps em um ambiente escolar, durante as Oficinas do Mapa Falante dos Riscos no Trânsito, parte do projeto piloto “A Caminho da Escola 2.0”, idealizado pela CET-Rio e parceiros. 

As oficinas promoveram a escuta dos estudantes acerca de seus cotidianos de modo a sensibilizá-los no reconhecimento de fatores de exposição à insegurança viária, usando o MyMaps para georreferenciar pontos de risco e sugerir soluções. Os participantes utilizaram tablets e aprenderam a construir mapas digitais, sendo estimulados a atuar como agentes de mudança em seus territórios.

Os pesquisadores demonstraram a importância do monitoramento e avaliação de dados que, articulados com educação no trânsito podem subsidiar organizações civis e gestão institucional no desenvolvimento de políticas e marcos regulatório. A experiência do Projeto aponta que o mapeamento de riscos de trânsito pelo público escolar podem apoiar estratégias de prevenção e promoção da saúde e cidadania, Assim, permite identificar áreas críticas, fomenta a conscientização dos jovens sobre segurança viária e fortalece a articulação entre comunidade escolar e gestores na redução de acidentes.

Veja as fotos da participação do Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps no Abrascão 2025

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