Núcleo de Geoplanejamento no XVIII Congresso Latino-Americano de Medicina Social e Saúde Coletiva – ALAMES 2025

Entre os dias 04 e 08 de agosto, a equipe do Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps esteve no ALAMES, um dos principais encontros de saúde coletiva da América Latina. As Conferências, mesas redondas e grupos de trabalho abordaram discussões sobre democracia, direitos sociais e determinação social em saúde.

Territórios Que Falam: Escutas Qualificadas Com Agentes Comunitários de Saúde Para Construção Participativa de Mapas

Gabriella Vicente, Coordenadora do Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps e doutoranda no IMS/UERJ, apresentou o o trabalho “Territórios Que Falam: Escutas Qualificadas Com Agentes Comunitários de Saúde Para Construção Participativa de Mapas“, realizado em coautoria com Stefany Vieira Alves de Oliveira, Bolsista do Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps e pós-graduanda na FAVENI, Rayra Pereira Buriti Santos, Bolsista do Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps e doutoranda do ENSP/Fiocruz, Letycia Souza Cavalcanti, Bolsista do Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps e Bacharel em Saúde Coletivo no IESC/UFRJ, Beatriz Rebello Ruzza de Carvalho, Assessora Técnica de Geoplanejamento do Cedaps, Luisa Firmino de Souza, Bolsista do Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps e Kátia Maria Braga Edmundo, CEO do Cedaps.

O trabalho, apresentado no dia 8 de agosto como parte do Eixo de Discussão 4 ” SAÚDE E DEMOCRACIA:
Saúde e Democracia/Participação social e saúde”, teve como proposta relatar uma experiência de construção de mapas participativos a partir da escuta ativa de Agentes Comunitários de Saúde (ACS), que desempenham papel central na mediação entre equipe e comunidade e acumulam saberes fundamentais sobre o cotidiano, desafios e potências locais.

Trata-se, segundo os autores, de um relato da experiência do uso da metodologia do Mapa Falante Cedaps: Territórios em Construção Compartilhada, alinhada a Construção Compartilhada de Soluções Locais (metodologia do Cedaps) , que adota a escuta ativa de ACS para mapeamento das áreas adstritas ao seu cuidado, além de promover o registro de potencialidades e desafios do território.

Os autores analisaram os encontros de mapeamento online realizados com os ACS de 40 municípios beneficiários do projeto Ciclo Saúde Proteção Social, de idealização da Fundação Vale e execução técnica do Cedaps – desenvolvedor da metodologia -, utilizando a aplicação Google MyMaps para elaboração. Além destas, foram analisadas as oficinas de mapeamento da APS que ocorreram durante o ano de 2024 com os 40 municípios dos cinco estados acompanhados pelo projeto, executadas pela equipe que compõem o Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps, com a participação ativa dos ACS.

Potencialidades do mapeamento participativo

Com base nessas experiências, os autores observaram que o mapeamento participativo destaca potencialidades e parcerias das equipes e unidades de saúde dos territórios, como redes de solidariedade comunitária, espaços de lazer e parceiros considerados estratégicos para ações intersetoriais. Outro aspecto que enfatizaram foi o fortalecimento de ações de vigilância, articulações com outras políticas públicas e planejamento de ações de promoção e prevenção em saúde de forma mais direcionada.

Todo esse processo de mapeamento e coleta de dados é orientado, segundo os atores, por um diálogo horizontal, valorização dos saberes locais e fortalecimento do vínculo com a equipe. As informações foram sistematizadas e georreferenciadas em mapas produzidos digitalmente pela equipe técnica do Núcleo de Geoplanejamento.

Os autores concluem, a partir dessa experiência, que a escuta qualificada e o mapeamento participativo com os ACS fortalecem o vínculo equipe-comunidade, qualificam a análise territorial e ampliam o potencial de resposta da APS frente às potencialidades e desafios do território.

Núcleo de Geoplanejamento na ALAMES 2025

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