Participação do Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps no Seminário do Instituto de Medicina Social da UERJ

No dia 03 de novembro aconteceu a abertura do Seminário discente “Corpos Estranhos? Fronteiras e confluências na Saúde Coletiva” no Instituto de Medicina Social (IMS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O Seminário tem como objetivo promover debates críticos sobre temas relevantes para a Saúde Coletiva e para o Sistema Único de Saúde (SUS) e a divulgação científica.

O Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps esteve no Seminário promovendo a Oficina “Mapa falante: Território em soluções compartilhadas” e apresentando trabalhos desenvolvidos no Núcleo em Coletivos Temáticos do evento.

Oficina Mapa Falante: Território em soluções compartilhadas

A Oficina “Mapa Falante: Território em soluções compartilhadas” foi ministrada no dia 04 de novembro por Gabriella Vicente, Coordenadora do Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps e doutoranda no IMS/UERJ, Júlia Ferreira, Bolsista do Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps e mestranda do PPGEO PUC-Rio, Rafaela Aparecida, Bolsista do Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps e mestranda do PPGG UFRJ e Sergio Lins, Consultor do Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps e mestrando do PPGEO UERJ.

A oficina teve como objetivo formar graduandos, pós-graduandos, pesquisadores e profissionais da área da saúde na construção de mapas de análise territorial a partir da metodologia do Mapa Falante do Cedaps. Desenvolvida em 2021, a metodologia é uma ferramenta coletiva de diagnósticos socioterritoriais, que integra dados cartográficos e mapas com geotecnologias acessíveis e a participação ativa das comunidades locais. Deste modo, o Mapa Falante promove análises socioespaciais que articulam que refletem a vivência cotidiana nos territórios, com foco na participação comunitária e transformação dos sujeitos envolvidos em coautores na identificação de recursos, potências e vulnerabilidades do território

Os participantes da oficina foram estimulados a identificarem e refletirem sobre pontos de apoio à promoção da saúde para além das instituições formais. Com base em técnicas de mapeamento participativo e no uso de ferramentas digitais gratuitas, a atividade promoveu a integração entre conhecimento técnico e participação social, contribuindo para o fortalecimento das redes de cuidado nos territórios.

Confira as fotos da Oficina: “Mapa Falante: Território em soluções compartilhadas

Apresentação do Resumo “Tecnologias Digitais no Monitoramento de Encontros de Mapeamento: Uso do Google Forms e da Linguagem R na Avaliação dos Encontros”

O resumo do ensaio “Tecnologias Digitais no Monitoramento de Encontros de Mapeamento: Uso do Google Forms e da Linguagem R na Avaliação dos Encontros” foi apresentado no Coletivo Temático 4 “CORPOS TECNOLÓGICOS: Tecnologias, dados e poder na saúde coletiva”. O trabalho, com autoria de Gabriella Vicente, Coordenadora do Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps e doutoranda no IMS/UERJ junto aos co-autores Stefany Vieira Alves de Oliveira, Bolsista do Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps e pós-graduanda na FAVENI, Matheus Edson Rodrigues da Silva, assessor técnico e assistente de território do Cedaps e mestrando do PPGF/USP e Letycia Souza Cavalcanti, Bolsista do Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps e IESC/UFRJ, foi apresentado no dia 06 de novembro no IMS/UERJ.

 O trabalho buscou analisar como estratégias de monitoramento e avaliação baseadas em metodologias participativas combinados com análise de dados em linguagem R se tornam ferramentas eficazes de qualificação e mapeamento participativo de informação sobre o acesso à políticas de saúde nos territórios. Esta junção entre práticas de escuta ativa de profissionais e usuários de serviços de saúde nos territórios de maior vulnerabilidade social e o uso de tecnologias sociais, permite identificar vulnerabilidades e potencialidades em cada terrirório. Além disso, contribui para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) e dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), possibilitando uma compreensão mais aprofundada das realidades locais e subsidiando o planejamento intersetorial de ações.

Confira as fotos da apresentação do ensaio: “Tecnologias Digitais no Monitoramento de Encontros de Mapeamento: Uso do Google Forms e da Linguagem R na Avaliação dos Encontros”

Apresentação do Resumo “Geoplanejamento em Saúde: A Análise do Território Como Ferramenta Para o Combate às Iniquidades”

No dia 06 de novembro, aconteceu a apresentação do resumo do ensaio “Geoplanejamento em Saúde: A Análise do Território Como Ferramenta Para o Combate às Iniquidades” em outra sessão do Coletivo Temático 4 “CORPOS TECNOLÓGICOS: Tecnologias, dados e poder na saúde coletiva”. O resumo foi apresentado por Matheus Edson Rodrigues da Silva, assessor técnico e assistente de território do Cedaps e mestrando do PPGF/USP, na presença dos coautores: Gabriella Vicente, Coordenadora do Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps e doutoranda no IMS/UERJ, Rayra Pereira Buriti Santos, Bolsista do Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps e doutoranda do ENSP/Fiocruz, Bruno Alves Salgado (assessor técnico e assistente de território do Cedaps e mestrando do PPGEO PUC-Rio), Letycia Souza Cavalcanti, Bolsista do Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps e IESC/UFRJ, e Stefany Vieira Alves de Oliveira, bolsista do Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps  e pós-graduanda na FAVENI.

O grupo apresentou uma metodologia de diagnóstico socioterritorial desenvolvida no Núcleo de Geoplanejamento do Cedaps que integra dados primários e secundários com o intuito de orientar a tomada de decisão e o planejamento em saúde pública. A primeira etapa do percurso metodológico utilizado, consistiu na escolha pela utilização de dados geográficos georreferenciados de modo a explorar a base dos microdados disponíveis do Censo Demográfico de 2022. Para a análise quantitativa as variáveis foram tratadas e espacializadas com o auxílio do software Qgis a partir do plugin “Censo 2022”, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Posteriormente, os dados levantados foram exportados em formato kml e importados no Google My Maps, ferramenta gratuita e acessível que permite a criação de mapas personalizados e compartilháveis. Reconhecendo as limitações dos dados oficiais, a metodologia pôde ser complementada com a construção compartilhada do diagnóstico territorial utilizando o “Mapa Falante”, parte da metodologia de Construção Compartilhada de Soluções Locais (CCSL), desenvolvida pelo Centro de Promoção da Saúde (CEDAPS). Essa abordagem participativa permite o levantamento de dados primários qualitativos através do mapeamento de potencialidades, desafios e parcerias, enriquecendo a análise e revelando vulnerabilidades não captadas pelas estatísticas oficiais. Dessa forma, os autores demonstram que é possível reconhecer áreas com maior dificuldade de acesso aos serviços e propor estratégias de longo prazo para superação das barreiras, promovendo equidade em saúde.

Por fim, o estudo demonstrou como a articulação entre informação geográfica, diagnóstico sociodemográfico e participação social potencializa a atuação em saúde, constituindo uma base sólida para o planejamento estratégico de ações mais equitativas e efetivas. Além disso, destacou a importância de divulgação de resultados e apresentação do mapa como uma estratégia eficaz de difusão de informações que transcende a simples apresentação de números e gráficos: transforma a informação em ferramenta concreta de planejamento e decisão para gestores e equipes de saúde, viabilizando impacto real na saúde da população.

Confira as fotos da apresentação do resumo do ensaio “Geoplanejamento em Saúde: A Análise do Território Como Ferramenta Para o Combate às Iniquidades”

Acompanhe o Instagram do Cedaps para saber mais sobre as ações do Núcleo de Geoplanejamento